Um produto digital que funciona, engaja o usuário, fácil de usar e que traga valor pro negócio: se esse é o sonho, boa parte para torná-lo realidade cabe ao product designer.
Neste artigo, mostramos como esse cargo tem atuação primordial em combinar diferentes prioridades para criar uma entrega final que realmente tenha valor.
A função do product designer (PD) é manter uma abordagem holística sobre o negócio, alinhando decisões de design com as necessidades do usuário e os objetivos da empresa.
Seu trabalho vai além de desenhar telas ou de focar exclusivamente na experiência de uso do produto. Embora essas e outras atribuições relativas ao design também sejam monitoradas pelo PD.
Um product designer combina conhecimentos sobre visão estratégica sobre o negócio, gestão de projeto, fluxos de usabilidade, arquitetura da informação e, principalmente, colaboração com outros times.
Embora o "designer" do cargo remeta imediatamente à componentes visuais e estéticos, o papel do product designer vai além desses campos.
Embora operem em áreas correlatas, existem fronteiras específicas separando esses dois cargos.
Enquanto o UX designer foca primordialmente na usabilidade e na jornada imediata do usuário (ou seja, tem um olhar bastante técnico sobre interação, visual e usabilidade), o product designer equilibra essa experiência com a parte de viabilidade de negócio.
A atuação do UX designer é centrada na otimização da interação entre a pessoa e a interface.
Seu objetivo principal é garantir a facilidade de navegação, a redução do esforço de uso e a satisfação do usuário ao realizar uma tarefa específica dentro da plataforma.
O PD absorve o foco em usabilidade do UX, mas adiciona as variáveis de negócio à equação.
Parte do seu trabalho envolve analisar métricas de retenção, entender o custo de desenvolvimento técnico e garantir evolução sustentável da interface.
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Critério |
UX Designer |
Product designer (PD) |
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Foco principal |
Interação, facilidade de navegação e satisfação do usuário. |
Equilíbrio entre a experiência do usuário e os objetivos de negócio. |
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Objetivo técnico |
Redução do esforço cognitivo e otimização de fluxos específicos. |
Alinhamento com engenharia, viabilidade técnica e custo de desenvolvimento. |
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Métricas de performance |
Taxas de sucesso de tarefas, usabilidade e NPS. |
Retenção, conversão, ROI do produto e eficiência de entrega (sprints). |
Por causa da sua atuação estratégica, as atribuições do product designer podem até ser confundidas com as de um product manager.
Vale também uma breve diferença entre esses dois cargos.
Quais são as semelhanças?
O product manager prioriza o roadmap, equilibrando as necessidades e expectativas de vários stakeholders diferentes para garantir uma entrega final de qualidade. Seu foco é "o quê" e "por quê".
O product designer se concentra no "como", gerenciando a entrega de interfaces, a experiência do usuário e usabilidade.
Como você já deve imaginar, nem só de hard skills vive um product designer. A combinação entre competências técnicas e comportamentais é chave nessa profissão.
Boa parte das capacidades técnicas de um product designer está ligada à eficiência e à entrega do produto, garantindo a viabilidade das interfaces criadas.
Aqui, a chave é desenvolver habilidades comportamentais que facilitem a colaboração entre times e gestão de processos.
Entenda os desafios e vivências práticas de um product designer dentro de uma empresa.
Pedimos a dois product designers da Strider para compartilhar suas experiências sobre a área. Confira:
Trabalhar em empresas de áreas e tamanhos bem diferentes te proporciona um repertório muito útil.
Esse histórico diverso ajuda a lidar com contextos variados, o que faz bastante diferença em ambientes internacionais e em empresas de tecnologia, onde o ritmo é acelerado e as demandas mudam rápido.
Você consegue levar aprendizados de uma área para outra, o que ajuda na hora de entender melhor os problemas, mapear jornadas e olhar para as situações por ângulos diferentes.
No fim, isso fortalece sua atuação como designer, principalmente na condução de discovery e na construção de soluções mais bem fundamentadas, que equilibram as necessidades do usuário com os objetivos do negócio.
O mais estratégico é entrar cedo nas discussões.
Antes mesmo de falar em solução, para ajudar a definir com clareza o problema e o que a empresa quer resolver com ele.
Em empresas de tecnologia, é muito comum o time já chegar com uma solução na cabeça, e o designer tem um papel importante em dar um passo atrás e garantir que o problema está bem definido antes de qualquer decisão de UX ou UI.
Isso exige uma aproximação ativa com produto, engenharia e stakeholders, facilitando conversas e alinhando expectativas.
Quais as vantagens e desafios que você enxerga em cada um dos cenários?
Quando o time conta com um Product Designer, normalmente há um cuidado maior com a experiência como um todo, o que ajuda a evitar retrabalho ao longo do processo.
Além disso, o designer contribui para tornar ideias mais concretas rapidamente, facilitando o alinhamento entre as pessoas envolvidas.
Sem esse papel, é comum que as soluções acabem mais orientadas por aspectos técnicos ou de negócio, com menos foco em quem vai usar o produto.
Resumidamente: foco em repertório, aprendizado, e foco no usuário.
Buscar repertório sempre: a criatividade surge de conexões inesperadas, e conhecer diferentes mercados, sistemas de design, padrões de interação e perfis de profissionais enriquece muito a sua atuação.
Tenha um ritmo constante de aprendizado, especialmente agora que a IA está acelerando muita coisa no mercado de tecnologia. Já dá pra ver protótipos sendo gerados direto em código, ferramentas de design ganhando funcionalidades generativas, e o papel do designer sendo questionado e reinventado. Use a IA como amplificador do seu conhecimento e da sua capacidade de explorar soluções, não como uma muleta.
E, acima de tudo, desenvolva seu senso crítico: sempre tem uma pessoa do outro lado usando o que você constrói, e saber questionar decisões, sejam as sugestões da IA, as demandas do negócio ou as limitações técnicas, é o que diferencia um bom designer.
Criar um produto de sucesso demanda equilíbrio entre a estrutura que faz ele rodar, e garantir que a usabilidade e experiência funcionam. O product designer tem papel decisivo para garantir que o usuário navegue de forma fluida, sem deixar de lado o aspecto de negócio da empresa desenvolvedora.
O mercado de trabalho global é uma verdadeira oportunidade para quem tem a capacidade de mesclar essas diferentes visões.
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