"Inglês fluente": muitas vagas de emprego incluem esse requisito, especialmente quando se trata de times de tecnologia, marketing, e negócios em geral. Mas o que realmente significa isso, na prática?
A fluência em inglês se refere à escrita e à fala? Existem níveis diferentes de fluência? Como saber se uma pessoa é fluente ou proficiente em inglês?
Se você quer expandir sua carreira para além do Brasil, fluência em inglês pode ser mais importante que a proficiência.
Continue lendo para explorar essa diferença.
Ao pensar na comunicação em inglês, existe uma diferença entre conseguir se expressar e ter domínio do idioma.
Uma coisa não é necessariamente melhor ou pior que a outra: o que realmente importa é saber seu nível de conhecimento porque isso influencia diretamente seu dia a dia — como candidaturas para vagas de emprego, por exemplo.
A fluência recai justamente no primeiro ponto: significa se fazer entender, conseguir ter conversas com naturalidade, falar sem tantos "engasgos" ou pausas para conseguir pensar e completar seu raciocínio, por exemplo.
Já a proficiência indica uma precisão maior em relação ao vocabulário e ao conhecimento da língua como um todo.
Importante: existem diferentes níveis de fluência e de proficiência, e eles podem se misturar. Uma pessoa pode ser muito fluente na conversação e ter menos proficiência na comunicação escrita, por exemplo — e vice-versa.
Embora o Brasil não seja exatamente referência em proficiência alta no inglês (de acordo com levantamento recente da Education First), quem tem conhecimento técnico em inglês tem mais oportunidades de carreira.
O Brasil é um dos países favoritos de empresas que contratam trabalhadores remotos. A adaptabilidade, o fuso horário próximo ao dos EUA, e o conhecimento técnico são motivos para agregar brasileiros a times internacionais.
Naturalmente, essas oportunidades requerem o nível certo de conhecimento em inglês — especialmente ao trabalhar em times de tecnologia.
Mas você precisa ser fluente ou proficiente em inglês para ter mais chances de emprego?
A resposta vai depender de cada empresa e das particularidades de cada cargo.
Um Project Manager acompanhando um projeto de alta complexidade, com diferentes stakeholders, pode precisar de proficiência técnica elevada tanto na comunicação escrita quanto na conversação, por exemplo.
Já um desenvolvedor de software que interage com menos stakeholders pode precisar de muita fluidez na fala, mas menos domínio técnico ao escrever suas mensagens — ou seja: alto nível de fluência, proficiência básica ou intermediária na escrita.
Na Strider, temos muita experiência acompanhando candidatos em processos seletivos e conhecendo as necessidades das empresas que contratam.
Considerando o dia a dia de trabalho, um profissional fluente é aquele que conversa com confiança. Não importa se tem sotaque, se erra a pronúncia de algumas palavras ou mesmo alguns deslizes em textos: nem pessoas nativas escapam dessas possibilidades!
O principal é: tenha certeza das suas habilidades, estude mais vocabulário técnico se necessário, e transmita credibilidade ao conversar em inglês. Se não tomar esses cuidados, você corre o risco de soar menos sênior do que realmente é.
Se você consegue falar com clareza, transmitir suas ideias, fazer combinados, tirar dúvidas e também manter conversas casuais em inglês, esses são ótimos indicativos de fluência.
Para expandir ainda mais suas chances de conseguir um emprego remoto nos Estados Unidos, recomendamos consultar a tabela do CEFR.
Na Strider, o nível mínimo de conhecimento exigido para nossas vagas é B2.
Ser fluente em inglês no ambiente de trabalho é mais do que dominar a gramática; envolve também entender nuances culturais.
A fluência cultural é o que permite que você transite entre reuniões, grupos de chat e até threads de email sem causar mal-entendidos ou parecer rude por acidente.
Em culturas como a dos EUA, a comunicação costuma ser mais direta e pragmática. Ser fluente, nesse cenário, significa saber sintetizar uma explicação técnica ou ir direto ao ponto ao reportar o status de um projeto.
Também é útil entender expressões idiomáticas do dia a dia — idioms como "bring to the table" ou "on the same page" — para criar conexão e rapport com o time.
A fluência cultural também se manifesta na capacidade de entender o humor casual e referências em momentos de descontração.
Muitos profissionais cometem o erro de acreditar que, por dominarem a terminologia técnica da sua área, já são plenamente fluentes para o trabalho.
Vale lembrar que existe uma distinção clara entre o inglês instrumental (técnico) e o inglês voltado para negócios.
O vocabulário técnico é, muitas vezes, universal. Termos como deployment, sprint, backlog, framework ou debugging são familiares para quem integra um time de tecnologia, independentemente do idioma nativo.
Naturalmente, cada área vai requerer um vocabulário específico, e cabe à cada profissional ampliar ao máximo seu repertório.
Outro desafio surge no vocabulário de negócios, que é o que você utiliza para:
Para ser considerado verdadeiramente fluente em inglês em uma empresa, você precisa transitar entre esses dois mundos.
Ter um repertório técnico vasto é o que garante sua entrega, mas é o vocabulário de negócio que permite que você gerencie expectativas e cresça na hierarquia da organização.
O melhor jeito de trazer essa fluência/proficiência em inglês é incorporar o idioma à sua rotina profissional — caso ainda não faça parte de um time internacional.
Fazer anotações de reuniões, escrever emails, criar sessões de conversas com outros colegas interessados em dominar o inglês: todas essas são ideias para naturalizar a comunicação em outro idioma sem perder o foco no trabalho.
Em última análise, ser fluente em inglês significa ter a confiança de se expressar em outro idioma.
É a capacidade de transitar entre uma explicação técnica complexa e uma conversa casual no início de uma reunião sem que a língua seja um obstáculo para sua personalidade ou senioridade.
Mas não se engane: ser proficiente em inglês também agrega (e muito!) à sua carreira. Investir na sua capacitação técnica também inclui expandir seu conhecimento em inglês e em outros idiomas.
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