Como conter a ansiedade e fazer um boa entrevista de emprego

Strider Staff
Maio 20, 2026

TL;DR:

  • O nervosismo é um dos principais inimigos das pessoas que buscam emprego.
  • A falta de preparo emocional traz problemas para quem quer conseguir a vaga, e também para os recrutadores.
  • Preparação e ambientação são fundamentais para uma boa entrevista de emprego (especialmente as remotas).
  • Mostre profissionalismo: pesquise sobre a empresa, evite críticas a antigos empregadores e comunique suas expectativas com clareza.
  • Inteligência emocional, autoconhecimento e autenticidade são diferenciais para se destacar.
  • A Strider oferece mock interviews e feedback personalizado para ajudar candidatos a performar melhor nas entrevistas.

Quando você se candidata à uma vaga de emprego, já sabe que vai enfrentar diferentes etapas — teste técnico, conversas com gerentes etc. Provavelmente, as rodadas de entrevistas são as mais determinantes: é nesse momento que o candidato mostra seu potencial, e um recrutador experiente vai saber enxergar traços pessoais e profissionais desejáveis para o cargo em questão.

Só que essa teoria é atrapalhada por um detalhe: o nervosismo. Este é apontado como um dos fatores mais decisivos que prejudicam a performance dos candidatos e diminuem suas chances de conseguir o emprego.

Neste artigo, compilamos dados de pesquisas brasileiras e internacionais para te direcionar de maneira objetiva, e mostrar como fazer uma boa entrevista de emprego.

Ansiedade, um problema internacional nas entrevistas de emprego

Mesmo as entrevistas de emprego feitas em continentes diferentes continuam tendo uma coisa em comum: o impacto do nervosismo dos participantes.

No Brasil, dados do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) em uma pesquisa realizada com mais de 20.000 pessoas mostram a prevalência da ansiedade: 4 em cada 10 participantes informam que controlar a ansiedade e nervosismo é a principal dificuldade em uma entrevista de emprego.

O cenário não é diferente nos Estados Unidos. Em um levantamento que mostrou como os americanos se preparam para entrevistas, a entrevista de emprego apareceu como o segundo evento mais nerve wrecking (29%) — sendo precedida apenas por falar em público (44%). Especificamente na entrevista de emprego, o maior medo dos respondentes (41%) é não conseguir responder uma pergunta difícil, seguido de aparentar nervosismo (20%).

Qual o caminho para lidar com o nervosismo excessivo nas entrevistas?

Posto que a ansiedade é um sintoma quase que esperado nas entrevistas de emprego, como gerenciar esse problema para não deixar que suas chances de contratação sejam reduzidas devido a uma performance ruim nessas conversas?

Veja aqui algumas ideias práticas de como se destacar positivamente e fazer uma boa entrevista de emprego.

Preparação para a entrevista

Esse é um momento de conversas oficiais e precisa ser tratado com seriedade.

  • Por mais que a empresa tenha uma cultura mais relaxada, a sua postura ao tratar de assuntos profissionais diz muito sobre seu perfil.
    • O que não fazer: aparentar estar fazendo duas coisas ao mesmo tempo, como participar da entrevista e comer um lanche ao mesmo tempo.

Cuide também da ambientação no momento da entrevista.

  • Use roupas apropriadas;
  • Crie um ambiente com boa conexão de internet e organizado;
  • Ouvir as perguntas com atenção é diferente de já pensar na resposta enquanto a questão está sendo formulada.
    • O que não fazer: participar da entrevista com roupas inadequadas (ou falta de roupas também); deixar de testar a conexão de internet e os equipamentos usados antes da conversa.

Postura na entrevista

Ter clareza sobre seu histórico profissional.

  • Isso significa responder sobre os diferentes momentos da sua carreira (incluindo as situações difíceis, as positivas, os aprendizados, os erros cometidos, os destaques em projetos em equipe ou individuais).
    • O que não fazer: culpar colegas por erros cometidos em outras experiências de trabalho; demorar a responder perguntas sobre seu histórico profissional, ou não organizar as informações de uma maneira que mostre a sua evolução profissional.

Responder com sinceridade.

  • Especialmente quando abordar aspectos que precisam ser melhorados, e suas iniciativas nesse sentido.
    • O que não fazer: ler respostas programadas por inteligência artificial, por exemplo, ao invés de dar respostas sinceras para o recrutador.

Sempre dar exemplos claros para ilustrar suas respostas.

  • Isso mostra atitude ao invés de uma pessoa que se perde no planejamento e deixa de agir.
    • O que não fazer: dar respostas vagas do tipo "eu participei de um projeto muito desafiador, mas no final deu tudo certo".
    • Prefira respostas mais completas, do tipo: "o projeto de uma nova feature solicitada em cima da hora envolveu a participação de diferentes times e muito alinhamento com o cliente, mas conseguimos contornar as limitações de tempo com um sprint reformulado".

Mostrando seu melhor lado profissional

Pesquise sobre a vaga e a empresa.

  • Esse cuidado básico serve para garantir que você consegue encaixar os requisitos com a sua experiência, mostrando-se como uma pessoa candidata qualificada.
    • O que não fazer: aplicar-se à uma vaga que não se conecta com seu histórico, seu nível de senioridade, e seu conhecimento técnico.
    • Esse tipo de postura faz o recrutador perder tempo, mancha sua imagem profissional perante a empresa e prejudica a participação em futuros processos seletivos.

Cuidado ao falar de empregos anteriores.

  • Não soe como uma pessoa que fala mal do trabalho só porque já saiu dele. Se alguma situação drástica tiver acontecido no ambiente e isso tiver influenciado sua saída, toque o assunto de maneira respeitosa e séria, sem demonstrar sentimentos muito intensos.
    • O que não fazer: ao invés de uma resposta rasa como "a empresa não aumentava meu salário", prefira: "eu percebi que meus projetos profissionais iam além do que a companhia oferecia naquele momento. Como não havia perspectiva de planos de carreira alinhados com esse meu desejo, eu decidi buscar oportunidades mais consistentes com meu futuro".

Comunicar suas expectativas de maneira clara.

  • Se perceber desconexão entre o que a posição requer e suas escolhas profissionais, tenha uma postura adequada sobre o assunto — comunicando claramente suas intenções e comparando-as com o cenário atual da vaga.
    • O que não fazer: sair da reunião e encerrar a entrevista de subitamente.

E o ponto de vista dos entrevistadores?

Não apenas a ansiedade coloca a entrevista de emprego em risco: outros comportamentos também criam uma impressão negativa aos entrevistadores.

Segundo pesquisa realizada pela consultoria SHRM, alguns dos sinais de alerta indicados por profissionais de aquisição de talentos são:

  • Aparentar despreparo ou falta de autenticidade. Isso se manifesta ao responder com base em clichês ou não se expressar com confiança ao falar do seu histórico.
  • Excesso de reclamações — seja da empresa anterior, do mercado de trabalho como um todo, entre outros.
  • Tempo inadequado de resposta. Demora nas respostas pode estender o processo seletivo para além do ideal.
  • Falta de coerência em termos de salário e atribuições. Como, por exemplo, quando o candidato parece estar de acordo com a faixa salarial, depois muda de ideia e quer renegociar o valor.
  • Candidatos que chegam à entrevista sem entender sobre a empresa, dando a entender que não fizeram pesquisa prévia sobre ela.

Recados finais para dominar a ansiedade pré-entrevista

Investir no autoconhecimento também significa ter clareza das suas escolhas profissionais e saber defendê-las no contexto de uma entrevista de emprego. Essa percepção afiada sobre si próprio também ajuda a vender seus pontos fortes — o que inclui as soft e hard skills.

Autenticidade nas respostas significa não se vender como algo que você não é. Ouvir com atenção as perguntas dos entrevistadores é o melhor jeito de acertar no tom e no conteúdo das suas respostas.

Por fim, regular as sensações e responder adequadamente apesar da ansiedade depende da sua própria inteligência emocional.

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Written by Strider Staff

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